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Edição 21 - Outubro/2008Um mestre desde menino
Severino Araújo foi um mestre desde cedo: ainda menino já tocava clarineta, trombone, piston e bombardino. Ele começou a aprender música com o pai, mestre de banda em Limoeiro, Pernambuco. E acabou adotando a clarineta como instrumento favorito. Na década de 30 mudou-se para João Pessoa, onde foi clarinetista da banda da polícia. Em 1936, escreveu o choro “Espinha de Bacalhau”, uma de suas composições mais famosas. Ainda na Paraíba, foi regente da orquestra da Rádio Tabajara e, no final dos anos 30, partiu com alguns integrantes para o Rio de Janeiro. Em 1945, a orquestra adotou oficialmente o Rio de Janeiro como sua sede e, inspirada nas big bands norte- americanas, começou a animar bailes, festas e gafieiras, além de trabalhar em emissoras de rádio. Com grande popularidade, a Orquestra Tabajara de Severino Araújo, continua se apresentando até hoje, batendo recordes de longevidade. A orquestra alicerçou também o trabalho de grandes nomes da música popular brasileira como Jamelão e Lupicínio Rodrigues. Durante a existência do Circo Voador, no Rio de Janeiro, a Tabajara era a atração tradicional dos domingos, com as famosas Domingueiras Voadoras sempre lotadas. O repertório da orquestra é composto tanto de clássicos do jazz e da canção norte-americana quanto de música brasileira. Severino Araújo, que foi aluno de Koellreuter, é autor de várias músicas executadas pela orquestra e, com mais de 90 anos, continua regente e ensaiando sua orquestra. Para o músico Paulo Moura, “foi Severino quem trouxe a modernidade para nossa música. Seu arranjo mais agressivo, mudou a sonoridade mais arredondada que dominava o final dos anos 40”. E mestre Severino Araújo e sua Orquestra Tabajara continuam alegrando nossos corações! |
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